Eram seis horas da manhã quando o interfone tocou. Era meu amigo de longa data, hoje meu cunhado também, Caio. Desde que contei para ele sobre o caminho de Santiago, em 2001, ele nunca mais tirou da cabeça a ideia de fazer uma caminhada dessas. E foi ele o grande incentivador de que fizéssemos juntos os Passos de Anchieta. Desci e o encontrei ao lado do táxi, com um sorriso no rosto. O mesmo de 10 anos antes, a mesma vontade de caminhar. Existem pessoas que entendem e sentem o espírito peregrino mesmo nunca tendo percorrido caminho algum. Eu mesma conheço pelo menos umas 5 pessoas que fazem parte desse time (não é mesmo Arthur e Ana Pupo?!).
No Caminho para o aeroporto conversamos um pouco. Há 10 anos, Caio era um dos meus melhores amigos, mas o tempo havia nos afastado e talvez a mudança de amigo para cunhado também, mas o amor e a amizade entre nós, tenho certeza que nunca serão apagados. Era a chance de colocarmos o papo em dia, reavivar a amizade.
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