segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CLUBE ARAPONGAS – MONTE BRANCO – 9º DIA

Acordei super bem, apesar da noite mal dormida. Tomei um café da manhã rápido e parti. O dia estava agradável e eu, enfim, estava me rendendo ao Caminho do Sol. Já tinha percebido que não adiantava mais compará-lo ao Caminho de Santiago. Foi uma ótima descoberta, pois só assim, pude curtir o clima, os demais integrantes do grupo, a paisagem e a energia do Caminho.

A etapa foi tranqüila, sem nenhuma mudança de humor (da minha parte). Era hora de curtir a viagem que eu havia programado! Atravessei as plantações de cana, tive minha primeira bolha no pé, passei um calor danado sem água, mas mesmo assim não me deixei levar. Segui sempre alegre naquele dia. Quando cheguei a Monte Branco, encontrei a casa de Adriana. Uma casinha simples, mas cheia de hospitalidade. Os demais peregrinos foram chegando e alguns comentaram que não haviam gostado de lá. Eu estava maravilhada com tudo! Era outra pessoa. Lavei roupas no tanque, tomei banho frio, fiquei de papo com Adriana na cozinha. Eu voltava a ser eu!

Quando a noite caiu, o grupo se reuniu para bater papo na varanda. Foi muito bom! Minhas más impressões se desfizeram e eu, enfim, começava a me relacionar de verdade com os demais peregrinos. Consegui perceber que as senhoras de Holambra não poderiam agir como peregrinas de Santiago e isso era muito bom! Elas não tinham compromisso religioso e tampouco o de fazer todo o percurso à pé, carregando o peso dos “pecados” nas costas. Era isso que me incomodava: a liberdade e a leveza com que percorriam o Caminho do Sol. Uma pena que eu tenha deixado de me cobrar perfeição somente no penúltimo dia.

A noite foi maravilhosa, com bons sonhos e esperança renovada.