3 dias!
As noites já não me servem mais para dormir. A cabeça não para de pensar! Tanto tempo esperando para realizar esse sonho, tanta torcida para que passasse rápido e, quando chego perto do dia de embarcar, me pego pedindo para que os dias sejam mais longos, quem sabe se ele desse só uma paradinha, para eu aproveitar um pouco mais os meus pequenos. Consigo sentir saudade, mesmo estando junto deles. Nem sabia que isso era possível!
Eu os vejo tentando se ajustar aos novos sentimentos. Ora cheios de amor, grudados em mim, ora me enfrentando, sentindo uma raiva danada! O que será que se passa na cabecinha deles? Queria muito poder estar por perto e ajudá-los a superar a primeira separação da mãe. Pera lá! Eu sou a mãe! Preciso desse tempo! Ele será fundamental para que nossa relação seja saudavel. Sem amarras! Sem dependências emocionais, sem chantagem, sem firulas.
Dois amigos meus me escreveram palavras que me tocaram. Uma amiga me disse que é ótimo que os filhos vejam a mãe lutar pelos seus sonhos. Que eles iriam me admirar e entender que esse é o proposito maior de estarmos vivos! IR EM BUSCA DOS SONHOS!!!
E um amigo escreveu um texto contando como ele, filho, via a mãe. Um texto tão profundo que gostaria de dividir com vocês:
"Acabo de dar uma resposta para uma amiga que está tirando férias da função de mãe, realizando um sonho seu. Não porque ela não goste dos filhos e muito menos porque não é uma boa mãe ou esposa, justamente pelo contrário. Na minha opinião ela vai voltar muito mais consciente - e ajudar aos seus filhos de se tornarem mais conscientes também - depois de ficar 3 semanas afastada da família:
Você mais a grande maioria das mulheres fica no automatismo da culpa, porque parece que o direito à vida individual e de ser mulher termina quando tem filhos. Sempre achei isso um absurdo. A maioria me ataca e rotula como machista quando faço criticas severas à mulher; mas do outro lado não sinto a mesma "paixão" na reação das mulheres portanto, quando eu as defendo como faço agora, porque parece que existe um verdadeiro apego à culpa. Acho que a mulher não nasceu apenas para ser apenas mãe. Pelo contrário, se tem ou não tem filhos, se decide ter ou não ter, não mudam seu valor inerente como mulher. Algumas coisas simplesmente são convenientes - você as chamou de automatismo - porque assim caminha junto com a manada sem pensar muito. Mas a questão é: Existe o perigo de chegar no final da vida e pensar que apenas atendeu as expectativas dos outros que esperavam de você filhos, sobrinhos, netos, etc?"
Quando eu rompo esse automatismo para fazer pensar, incomodo e muito. A maioria tem a necessidade absurda de colocar as pessoas em caixas. Quando a mulher em geral é criticada por um homem, é mais fácil de rotulá-lo como machista, do que se atentar primeiro se a critica tem ou não tem fundamento, ainda que sejam desagradáveis de ouvir... Ou então usa o argumento mais tosco de
todos: "Você fala isso porque não tem filhos."
Sim, de fato não tenho. Mas eu fui filho e eu vi a frustração da minha mãe em determinados momentos por ter se abandonada, ou seja, abriu a mão das coisas que gostava. E não fui eu que exigi isso, pelo contrário, as vezes eu teria ficado contente se me desse mais espaço!
Ela fora sempre uma boa mãe, mas hoje se eu olhar para trás, posso dizer que se ela não estivesse aberto a mão das suas coisas, poderia ter sido uma mãe melhor ainda. Quantas mães se perdem em cobranças absurdas, parecendo verdadeiras vampiras que sugam os filhos, como se fosse a sua principal fonte de energia para continuar se sentindo vivas? Na minha opinião definitivamente não é saudável abrir excessivamente a mão das suas coisas e do seu individualismo?
Nenhum homem quer transar com uma mãe, na hora H, ele quer uma mulher. É muito mais fácil dizer que a mulher engordou porque seu corpo mudou ou porque não tem mais tempo para si, do que assumir que a gordura adquirida ao longo dos anos é um escudo de proteção para não ser mais desejada como antigamente, tanto dentro de casa, quanto na rua.
Ouso dizer que nenhum filho fica feliz ao ver sua mãe desistir de ser aquilo que ela fora antes dele
nascer: uma mulher!
Aquele que reduz a mulher a uma única condição - ainda que seja o filho - certamente é muito mais machista que eu.
Uma certa liberdade - poder dizer sim e não - deve fazer parte de qualquer ser humano, independentemente do seu gênero..."
Enquanto o dia não chega, sigo com meus sentimentos em conflito. Torcendo para estar no Caminho e, ao mesmo tempo, querendo que demore mais um pouquinho. E sempre agradecendo pela familia que tenho, meu marido e meus filhos, pois entenderam que este é o MEU momento e estão me apoiando para que eu vá em busca dos meus sonhos!
sábado, 10 de outubro de 2015
5 dias!!!
É o tempo que falta até o dia do meu embarque. Cinco dias para voltar a realizar um sonho. Cinco dias para um tempo só meu. Muita gente não entende o motivo de eu deixar minha familia, meus filhos pequenos e viajar sozinha pra caminhar 20/30 km por dia, do outro lado do oceano.
Simples: a mamãe vai tirar férias!
Num primeiro momento, essa ideia parecia distante, coisas de sonho mesmo, daqueles que a gente acha que dificilmente realizará. Eu estive tão envolvida com a maternidade, que esqueci de mim mesma. Esqueci da minha individualidade, dos meus anseios, da minha vida profissional, do meu caminho a seguir.
Depois, senti que o meu EU queria aflorar, mostrar de novo sua cara. Eu tinha vontade de ganhar o mundo, produzir algo novo, voltar a ser a Tilara! Não só carregar comigo o rótulo de mãe de alguém.
Comecei a trabalhar em casa, vendendo tortas artesanais. Iria juntar o dinheiro aos poucos para voltar ao Caminho de Santiago em 2016. Eu estava decidida e precisava dividir essa ideia com minha familia. Meu marido foi fundamental para a realização deste sonho. Ele sentia que eu realmente precisava deste tempo para reorganizar as ideias e a minha vida.
E ele me disse: "Porque não agora? Já? Eu te ajudo!"
Agarrei com unhas e dentes aquela proposta e aqui estou a apenas 5 dias do embarque!
Já não consigo dormir uma noite inteira, planejando cada parte e me preparando para o momento em que vou enfrentar o maior desafio da minha vida: ficar longe da minha familia! E me veio à cabeça a figura de uma mulher que gostaria de levar todos eles dentro da mochila. Porém, esta mochila deve ser leve para que eu tenha sucesso nessa jornada.
É com alegria que dividirei com vocês um pouco da minha experiência no Caminho!
Hora da contagem regressiva!!!
5 dias!!!!
Simples: a mamãe vai tirar férias!
Num primeiro momento, essa ideia parecia distante, coisas de sonho mesmo, daqueles que a gente acha que dificilmente realizará. Eu estive tão envolvida com a maternidade, que esqueci de mim mesma. Esqueci da minha individualidade, dos meus anseios, da minha vida profissional, do meu caminho a seguir.
Depois, senti que o meu EU queria aflorar, mostrar de novo sua cara. Eu tinha vontade de ganhar o mundo, produzir algo novo, voltar a ser a Tilara! Não só carregar comigo o rótulo de mãe de alguém.
Comecei a trabalhar em casa, vendendo tortas artesanais. Iria juntar o dinheiro aos poucos para voltar ao Caminho de Santiago em 2016. Eu estava decidida e precisava dividir essa ideia com minha familia. Meu marido foi fundamental para a realização deste sonho. Ele sentia que eu realmente precisava deste tempo para reorganizar as ideias e a minha vida.
E ele me disse: "Porque não agora? Já? Eu te ajudo!"
Agarrei com unhas e dentes aquela proposta e aqui estou a apenas 5 dias do embarque!
Já não consigo dormir uma noite inteira, planejando cada parte e me preparando para o momento em que vou enfrentar o maior desafio da minha vida: ficar longe da minha familia! E me veio à cabeça a figura de uma mulher que gostaria de levar todos eles dentro da mochila. Porém, esta mochila deve ser leve para que eu tenha sucesso nessa jornada.
É com alegria que dividirei com vocês um pouco da minha experiência no Caminho!
Hora da contagem regressiva!!!
5 dias!!!!
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Uma semana
Uma semana...
Esse é o tempo que falta para o dia do meu embarque rumo ao Caminho de Santiago. Uma semana é o tempo que falta para o tempo só comigo, o encontro comigo mesma e com minha essência. Essa, meio perdida desde que deixei de ser Tilara para ser mãe. Posso ter exagerado um pouco, poderia ter dividido melhor a mulher da mãe, mas está feito. O que preciso é de um break, um tempo.
Coincidentemente, ou não, minha viagem que seria de 20 dias, se transformou em 21, devido ao longo tempo entre a conexão em roma na volta. Com isso, ganhei um dia. E, por isso, minha viagem terá uma pitada especial, pois é esse o tempo exato para a limpeza completa de todos os chakras.
Acredito que todas as pessoas deveriam tirar uns dias para estarem em contato consigo mesmas. Na correria do dia a dia, esquecemos de ouvir nosso corpo, de dar atenção aos nossos sonhos, entender que caminho seguir. Afinal, estamos aqui para vivermos! De que adianta uma vida de sofrimentos, de reclamações, de amarguras? Isso significa viver?
Esse é o tempo que falta para o dia do meu embarque rumo ao Caminho de Santiago. Uma semana é o tempo que falta para o tempo só comigo, o encontro comigo mesma e com minha essência. Essa, meio perdida desde que deixei de ser Tilara para ser mãe. Posso ter exagerado um pouco, poderia ter dividido melhor a mulher da mãe, mas está feito. O que preciso é de um break, um tempo.
Coincidentemente, ou não, minha viagem que seria de 20 dias, se transformou em 21, devido ao longo tempo entre a conexão em roma na volta. Com isso, ganhei um dia. E, por isso, minha viagem terá uma pitada especial, pois é esse o tempo exato para a limpeza completa de todos os chakras.
Acredito que todas as pessoas deveriam tirar uns dias para estarem em contato consigo mesmas. Na correria do dia a dia, esquecemos de ouvir nosso corpo, de dar atenção aos nossos sonhos, entender que caminho seguir. Afinal, estamos aqui para vivermos! De que adianta uma vida de sofrimentos, de reclamações, de amarguras? Isso significa viver?
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