O dia amanheceu e após o belo café (como sempre!), partimos. A estrada de terra, as fazendas e o lindo bosque de eucaliptos me inspiravam. Estava começando a gostar do caminho do Sol. O dia estava bem úmido, parecia ter chovido durante a madrugada e o cheirinho de terra molhada me delicioso. Depois de algumas horas caminhando, cheguei a uma cidadezinha. Resolvi que daria uma volta, comeria alguma coisa e veria o movimento. Rosana decidiu ir comigo. Fizemos mil comprinhas e caminhamos até o final da avenida. Quase nos arriscamos a entrar num salão de beleza, mas aí seria exagerado. Perderia o sentido nossa peregrinação. As pessoas nos olhavam espantadas. Quem seriam as loucas de mochila nas costas andando em nossa terra? Algumas nos pararam para matar a curiosidade e não entenderam muito bem o motivo de estarmos andando desde Santana de Parnaíba. Mesmo com a explicação de que o Caminho do Sol era similar ao Caminho de Santiago de Compostela, alguns diziam que conheciam ou que tinham ouvido falar, mas sempre com aquela cara de interrogação.
Na saída da cidade, nos perdemos e passamos a caminhar no acostamento da rodovia, seguindo as placas para Salto, onde ficava a Fazenda Vesúvio. Andamos em círculos. Chegamos ao mesmo ponto de onde havíamos partido. Resolvemos voltar à cidade, até o local aonde a estrada de terra chegava à asfaltada e nada de sinalização. Resolvemos perguntar sobre a Fazenda Vesúvio e ninguém sabia nos informar. Ficamos um pouco preocupadas, mas não desistimos de perguntar até que um senhor nos ensinou o caminho seguindo pela rodovia. Lá fomos nós novamente! O barulho dos carros passando não nos deixava conversar direito. Eu contava à Rosana meus momentos perdida no Caminho de Santiago e a frustração de não ter passado em alguns lugares devido a minha ansiedade. Por isso eu tinha resolvido dar uma volta pela cidadezinha.
Distraídas em nossos pensamentos em meio ao caos da estrada abarrotada de carros e caminhões, quase íamos passando pela entrada da Vesúvio. Já não agüentava mais caminhar e estava quase me arrependendo de ter desviado do caminho. Foi um alívio chegar ali. Porém, da entrada da fazenda até a casa onde ficaríamos, era uma bela distância. Me pareceu o “eterno bosque” antes de alcançar o pueblo de San Juan de Ortega no Caminho de Santiago. No fim, a recompensa: uma mesa farta, com bolo, suco, café e pães. Tudo fresquinho! Depois disso, era a hora do banho. Esse foi de matar! Já estava esfriando e a água do chuveiro mais parecia um conta-gotas! Quase apelei para os famosos lencinhos umedecidos!!!
Na saída da cidade, nos perdemos e passamos a caminhar no acostamento da rodovia, seguindo as placas para Salto, onde ficava a Fazenda Vesúvio. Andamos em círculos. Chegamos ao mesmo ponto de onde havíamos partido. Resolvemos voltar à cidade, até o local aonde a estrada de terra chegava à asfaltada e nada de sinalização. Resolvemos perguntar sobre a Fazenda Vesúvio e ninguém sabia nos informar. Ficamos um pouco preocupadas, mas não desistimos de perguntar até que um senhor nos ensinou o caminho seguindo pela rodovia. Lá fomos nós novamente! O barulho dos carros passando não nos deixava conversar direito. Eu contava à Rosana meus momentos perdida no Caminho de Santiago e a frustração de não ter passado em alguns lugares devido a minha ansiedade. Por isso eu tinha resolvido dar uma volta pela cidadezinha.
Distraídas em nossos pensamentos em meio ao caos da estrada abarrotada de carros e caminhões, quase íamos passando pela entrada da Vesúvio. Já não agüentava mais caminhar e estava quase me arrependendo de ter desviado do caminho. Foi um alívio chegar ali. Porém, da entrada da fazenda até a casa onde ficaríamos, era uma bela distância. Me pareceu o “eterno bosque” antes de alcançar o pueblo de San Juan de Ortega no Caminho de Santiago. No fim, a recompensa: uma mesa farta, com bolo, suco, café e pães. Tudo fresquinho! Depois disso, era a hora do banho. Esse foi de matar! Já estava esfriando e a água do chuveiro mais parecia um conta-gotas! Quase apelei para os famosos lencinhos umedecidos!!!
Fazenda VesúvioO clima na casa era aconchegante. O pessoal da Vesúvio nos fez companhia e nos sentíamos em casa. Era uma família simpática. A sala também ajudou para que saísse a primeira conversa em grupo, pois as três amigas eram bem fechadas, Zico vivia um momento ermitão, Ney era quase mudo, eu estava concentrada em reviver o Caminho de Santiago e a coitada da Rosana, que falava pra chuchu, não tinha quem a ouvisse. Aquele momento ao redor da mesa nos fez deixar as armaduras e abrir o coração, afinal, estávamos no mesmo barco (leia-se: caminho).

Um comentário:
Iuruhuuuuuu, comé vamos continuar??? Estamos esperando!
Abraços,
Artur
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